[Protagonista masculino com dupla personalidade? Homem casto e imaculado como um monge? Cachorrinho carente e grudado? A protagonista pode ser temperamental e doce? Romance açucarado com corpo limpo?
“Obediente, não se mexa…”
“Querida, você mesma se ofereceu; agora não tem como fugir…”
“Você já é minha esposa.”
A voz rouca vinha envolta em ternura, como a chuva de primavera alimentando um broto que rompe a terra, delicada e sedosa, capaz de enfeitiçar qualquer coração.
O homem inclinou-se, aproximando-se da jovem em seus braços, e mordeu de leve seus lábios doces e embriagados. A mão grande, de dedos bem definidos, enlaçou os finos dedos alvos, entrelaçando-os com uma intimidade demorada.
Sob o luar, duas sombras se sobrepunham, afastavam-se e tornavam a se unir.
A festa de uma noite de verão jamais cessava.
…
Ao amanhecer,
na suíte presidencial, roupas espalhavam-se pelo chão; no ar, misturavam-se o cheiro de intimidade e o de desinfetante, prova clara de que a batalha fora intensa.
Na enorme cama, o homem mantinha os olhos fechados, apertando com força uma sequência de contas de oração na palma da mão.
O médico Mo Ziyan fechou a porta em silêncio. Su Yuan’an, que já aguardava havia muito, o puxou às pressas e perguntou: “Como está meu irmão?”
“Não vai morrer.”
Su Yuan’an mal teve tempo de soltar metade do alívio quando ouviu a continuação:
“Perdeu a virgindade. O quadro não é bom. Precisa ir ao exterior para tratamento imediato.”
“Droga! Que loucura!” Eles, afinal, haviam chegado tarde demais: a protagonista estava desaparecida, o irmão do protagonista perdera a pureza e estava entre a vida e a morte.
“Desta vez, quem saiu foi aquela pessoa. Se ela não acordar, vai vascu