Flor ao cair da luz

Flor ao cair da luz

Autor: O espadachim ri-se do erudito.
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O banquete nupcial arde em sua plena magnificência; desejo dançar para ti a última valsa, com tal beleza capaz de conquistar reinos. Por ela, renuncio a uma cidade inteira, lançando-me ao encontro de

Volume Um Capítulo Um Sonhos Outonais

Li Qiusheng caminhava pelas ruas como uma alma perdida, saltando e perambulando sem rumo, desprovido de qualquer propósito. Uma turba de meninos travessos, de seus sete ou oito anos, seguia-o tumultuosamente, atraída pelo infame e trapoado traje que ele ostentava, correndo atrás dele em alvoroço.

A cena, se compararmos Li Qiusheng a um miserável mendigo de andrajos, evocava a imagem de um homem perseguido por uma matilha de gatos e cães selvagens, famintos a ponto da loucura, latindo e miando em seu encalço—quadro mais apropriado não poderia haver.

Contudo, Li Qiusheng não se incomodava com tal perseguição; estava há muito habituado a esse ciclo vicioso, repetido sem cessar. De quando em quando, voltava-se para trás e cuspia algumas vezes, assustando deliberadamente aqueles pequenos que grudavam nele como sombras, para logo retomar, despreocupado, seu próprio caminho. Seu jeito parecia alheio às contendas do mundo, imaculado pelo contato humano—quase uma entidade etérea que, por descuido, cruzara este mundo impregnado de fumaça e cotidiano.

Nas ruas e vielas saturadas de reminiscências antigas da velha cidade de Liyang, a maioria dos habitantes já se acostumara à presença de um jovem tão desleixado e desgrenhado como Li Qiusheng. Tudo o que ele fazia era recebido com indiferença, ninguém dava importância. Exceto, talvez, pelas donzelas do edifício de porcelana azul, cujos olhares sobre Li Qiusheng eram tingidos de um ligeiro afeto e cansaço—fora isso, ninguém na cidade se dignava a lhe conceder um segundo olhar, tampouco demonstrava o menor interesse. T

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