Lin Mo, obedecendo às ordens de seu mestre, vigiou durante três anos a Prisão Negra, onde incontáveis malucos e tiranos eram mantidos encarcerados. Quem diria que, ao fim desses três anos, justamente
— Ah... não, assim dói, vai com mais cuidado...
— Você pediu mais leve, não para aumentar a força, seu desgraçado...
— Ah, eu não vou aguentar... para, para agora!
...
No gabinete do diretor da prisão, uma perna longa, alva e esguia varreu o ar de repente. Lin Mo desviou num movimento rápido e, resmungando, disse:
— Assim que veste as calças, já vira a cara e esquece quem ajudou. Isso aí é o que chamam de atravessar o rio e derrubar a ponte, não é?
À sua frente, sobre a cama larga e luxuosa, jazia uma mulher com metade do corpo à mostra, coberta de suor perfumado.
As roupas verde-escuras que antes lhe envolviam o corpo estavam espalhadas pelo chão, o que deixava claro o quão intensa tinha sido a cena anterior.
A mulher arregalou os olhos amendoados, com o rosto delicado tomado por frieza. Ao se erguer, revelou uma cintura esguia e definida; então, pegou as roupas para cobrir o corpo e disse, gelidamente:
— Vire-se.
— Tsc.
Lin Mo bufou:
— Como se eu não tivesse visto tudo há pouco.
— Você...
Ela rangeu os dentes de raiva, e ao lembrar do que acabara de acontecer, o rosto se encheu de vergonha e irritação.
Seu nome era Ye Wuzhu. Como recém-promovida a Deusa Guerreira de uma estrela do país de Hua, e a única mulher entre os deuses guerreiros, era venerada por multidões. Quão altiva e brilhante era sua posição.
Quem diria que seria subitamente gravemente ferida por uma das quatro potências do submundo, a Succubus? Envenenada por um malefício sedutor, só lhe restou obedecer ao que