No meio da noite, Song Mo foi sozinha até a montanha procurar aquele bando de marginais que corria de carro. Ela parecia um lírio-do-jardim delicado e doce; seu olhar límpido pousou no homem à frente:
Às uma da madrugada, na décima terceira curva da Montanha de Wubei.
O entorno montanhoso estava mergulhado em silêncio, quando um rugido cortou o céu num relâmpago; algumas silhuetas rasgavam a linha da encosta a uma velocidade assustadora, levantando poeira, inclinando-se ao extremo, suspendendo-se no ar, pousando, curvando-se nas curvas, como se travassem uma luta desigual contra a própria vida.
De vez em quando, erguiam-se brados excitados, ecoando pelas montanhas.
Só muito tempo depois tudo voltou a se acalmar.
Na quietude que seguia ao uivo do vento, as motos ficaram espalhadas à beira da estrada; os jovens, impetuosos e inconsequentes, transformavam até o descanso numa festa.
— Hoje o nevoeiro está pesado demais; a visibilidade está péssima — disse Ou Jing, de cabeça baixa, aproximando-se do homem à frente. — Irmão, foi erro meu. Não me informei direito sobre o tempo.
O homem que liderava o grupo era alto, ombros largos e postura reta, com um ar feroz, selvagem e desregrado; arrogante e indócil, estava recostado com tranquilidade sobre a moto, abaixando a cabeça para acender um cigarro, enquanto a chama lhe iluminava as feições. Pálpebras monolidianas, sobrancelhas fortes, jaqueta de couro preta, brincos circulares pretos, perfume masculino dissoluto.
As garotas sensuais ao lado dos companheiros de estrada também o olhavam de soslaio, e o que saltava de seus olhos parecia ter milhares de watts.
— Se acontecer de novo, não sei se você ainda vai ter vida para me pedir desculpas. — Shen Sijing segurou o cigarro nos dente