Su Chengyi, que sofria de uma grave fobia social, finalmente conseguiu sobreviver à sua vida escolar e começou a viver a existência solitária de um programador. No instante em que corria para pegar o
Su Chengyi baixou a cabeça e se apoiou junto à plataforma. O aquecimento da estação do metrô estava forte, mas ele ainda sentia um certo frio.
Era hora de pico após o trabalho; os transeuntes passavam apressados, em nítido contraste com ele, parado ali como uma estátua.
“Não será que estou com delírios?”
Só conseguia pensar nessa possibilidade.
Caso contrário, ele estava claramente voltando para casa depois do expediente; como, num simples instante de distração, poderia estar usando o uniforme do ensino médio e parado numa estação de metrô de dez anos atrás?
Enquanto ouvia o vento sibilante do metrô ao passar, lembranças há muito seladas também se insinuavam em sua mente como o vento.
As memórias afiadas chocavam-se em desordem como cacos de vidro, e ele só sentia uma dor de cabeça terrível.
“Su Chengyi!”
Uma voz clara e delicada o arrancou do turbilhão de pensamentos.
Ele ergueu o rosto, atônito. Diante dele havia uma garota de cabelos longos, também vestida com o mesmo uniforme escolar; seus olhos eram brilhantes, os dentes alvos, e naquele instante ela inclinava a cabeça, sorrindo para ele com doçura.
Su Chengyi fitou aqueles olhos cintilantes, abriu a boca, mas não conseguiu emitir som algum.
A garota à frente franziu a testa e perguntou, um pouco preocupada:
“O que houve com você? Por que está com essa cara de quem perdeu a alma?”
Ah, agora lembrava.
Ela se chamava Chu Qingmian, a representante de turma no ensino médio.
Na memória de Su Chengyi, os dois quase não tinham contato