O cavaleiro sagrado mais desprezível da história! Luz turva! Aberração sagrada! Blasfemador! Irreverente! Dentro da Igreja da Luz Sagrada, Lait tinha muitos títulos amplamente conhecidos. Anjos: “A d
“Ó céus e terra, atendam ao meu chamado! Deusa da Luz, manifeste-te depressa!”
Na mansão do conde Lourenço, acontecia um ritual de exorcismo dos mais estranhos.
Laite vestia uma pesada armadura de paladino da luz, segurando numa mão o báculo de um sacerdote e, na outra, um odre cheio da chamada água benta.
Enquanto dançava uma espécie de dança xamânica de tribo bárbara, murmurava palavras sem parar. À luz trêmula da fogueira, as sombras oscilavam de forma sombria, e toda a cena exalava uma torção inexplicável.
Um exorcismo tão bizarro naturalmente provocou todo tipo de murmúrio entre os curiosos, e até os guardas encarregados da ordem lançavam-lhe olhares desconfiados.
Ainda assim, Laite mantinha a expressão impassível e continuava o suposto ritual como se nada fosse.
Já fazia quinze dias, contando aquele, que ele vivia às custas da mansão Lourenço sob o pretexto de exorcizar espíritos.
Com o passar do tempo, a atitude de todos mudou do entusiasmo inicial para uma desconfiança cada vez mais acirrada.
Se não fosse o título de paladino sustentando sua presença, provavelmente já o teriam posto para fora havia muito.
Afinal, a Igreja da Luz Sagrada era a maior religião do continente de Adrim, além de ser a fé oficial do Ducado de São Granto.
Os membros do clero gozavam ali de um status transcendental, e os paladinos, que representavam o sagrado e a justiça, eram ainda mais respeitados.
Mas tantos dias já haviam se passado; era de fato hora de apresentar algum feito digno do nome.
Felizmente, ele se prepa