Arlequina: Eu renasci no universo DC, com um poder especial — cada vez que sou atingida, fico mais forte. Mas só posso evoluir minhas habilidades de defesa, e não quero ser apenas um escudo... (Querid
Gotham.
O sol nascente tingia a névoa matinal com um tom rosado suave, como um véu delicado que ocultava os pecados e os conflitos desta cidade.
Na estrada rumo ao Colégio Municipal de Gotham.
— Senhor... — Alfred ergueu os olhos várias vezes para o espelho retrovisor, hesitando em falar.
— Alfred, o que você quer dizer? — perguntou Bruce Wayne, distraído, abraçando sua mochila no amplo banco de couro.
Com o dedo indicador direito, pressionava suavemente uma pequena bolha vermelha na bochecha esquerda — aquela marca que nenhum adolescente consegue evitar.
Acne.
Mesmo sendo o Príncipe de Gotham, futuro Batman, não escapava desse rito de passagem.
E aquela bolinha vermelha, inchada, já exibia um pontinho branco no centro.
— Não esprema! — vendo o jovem unir os dedos, prestes a tomar uma decisão que só lhe traria uma “dor satisfatória”, Alfred franziu o cenho, apressando-se em alertá-lo.
— Se abrir a ferida, vai facilitar uma infecção, e pode ficar com marcas ou cicatrizes. Além disso, ainda não está madura; só vai sangrar e doer, não vai sair nada — insistiu o mordomo. Vendo Bruce hesitar, acrescentou: — Acredite, você não vai querer ir à escola com um buraco inchado e sangrando no rosto.
Pensando nos colegas que falavam dele pelas costas, o jovem Wayne foi convencido.
— Está me incomodando! — largou a mão, irritado.
— Ignore, em dois dias desaparece. Quando voltar para casa à tarde, o senhor Thomas pode passar uma pomada, vai sarar mais rápido — confortou Alfred.
Além de dirigir a Wayne En