(Romance com protagonista feminina que tem filhos + sem protagonista masculino fixo) Depois de Bai Yingying, que sobreviveu cinco anos no fim do mundo, morrer de fome, ela reencarnou em um continente
Aviso: protagonista feminina que dá à luz, sobrevivente egoísta em cenário apocalíptico. Pode causar desconforto a alguns leitores. O tema é original; quem não gostar, peço apenas que seja gentil. Quem preza pureza mútua, melhor não ler.
Armário do constrangimento.
Na caverna sombria, uma jovem esquelética jazia sobre a cama de pedra coberta de peles.
“Papai, eu vim ficar com você...”
Ela fechou os olhos, e a última lágrima escorreu até perder-se entre os fios brancos e secos do cabelo.
De súbito, a jovem na cama transformou-se numa coelhinha branca, magra a ponto de parecer feita de ossos, encolhida em uma pequena bola sobre as peles.
Na caverna, restou apenas o silêncio.
Passado algum tempo, a coelhinha branca, que já parecia sem alento, abriu os olhos de repente. Em suas pupilas negras não havia a menor faixa de branco, e o tamanho exagerado daqueles olhos, por causa da magreza extrema, tornava a cena ainda mais sinistra e aterradora.
Um lampejo de dor, quase humano, cruzou-lhe o olhar, mas desapareceu depressa.
Quando a coelha voltou a assumir forma humana, a nova alma que habitava o corpo já havia absorvido por completo as memórias da dona original.
A jovem levou a mão à têmpora latejante e murmurou baixinho: “Bai Yingying... já que você não quer continuar viva, então este corpo é meu.”
A moça humana da Terra chamada Bai Yingying morreu de fome no quinto ano do apocalipse. Sua alma vagou até o continente dos homens-fera e fundiu-se ao cadáver de uma fêmea coelho que tinha o mesmo nome.
Talvez po