Como um humilde mestre de marionetes da Vila Oculta da Areia, o maior prazer de Shimizu é criar marionetes. Se não me deixarem trabalhar tranquilamente, então terei que transformar vocês mesmos em mar
A fumaça das chaminés subia suavemente, flutuando em direção ao pôr do sol. O sol poente tingia a vila da Areia de um vermelho intenso, como se sangue tivesse se espalhado, cobrindo tudo com sua cor sedutora.
“Este já é o terceiro grupo do mês a recuar da linha de frente.”
Sentado à mesa, Shimizu olhava para um grupo de soldados feridos e derrotados que passava sob a janela do outro lado da rua, suspirando sem conseguir evitar. Seu nome tinha um significado especial em uma terra árida como o País do Vento, escolhido pela diretora do orfanato onde crescera.
O tempo atual era o trigésimo sétimo ano da Vila da Areia. Como as cinco grandes vilas ninjas foram fundadas no mesmo ano, o trigésimo sétimo ano da Areia era o mesmo que o trigésimo sétimo ano da Folha.
O mundo ninja vivia o auge da Segunda Grande Guerra Ninja. A Areia mantinha dois principais frontes de batalha: um ao nordeste, no País da Chuva, sob comando da anciã Chiyo, com o objetivo de suprimir a Vila da Chuva, impedir que Hanzo e seu povo se tornassem uma sexta grande vila, além de tomar seus recursos; e outro ao leste, liderado pelo Terceiro Kazekage, avançando contra os países do Rio e do Fogo, buscando conquistar terras férteis para a vila.
Contudo, desde que dois altos membros da Areia foram mortos pela Lâmina Branca de Konoha há dois anos, a vantagem antes conquistada em batalha foi gradualmente desaparecendo.
Tudo isso, por ora, pouco dizia respeito a Shimizu, pois ele também acabara de retornar do front do País da Chuva na semana anterior. Não precisaria retornar ao ca