Meu nome é Feng Xue, tenho 24 anos e estou presa na Prisão Colmeia. Não tenho lembranças da minha vida anterior e não sei se sou casada. Vim de outro mundo. Na prisão, moro sozinha em uma cela; tanto
O brilho das estrelas já se dissipara, e tudo ao alcance dos olhos era uma penumbra turva. Nesta véspera do alvorecer, tudo parecia mergulhado em uma quietude profunda.
Uma voz etérea e suave, porém desprovida de emoções, ecoava nos ouvidos de Feng Xue. Ele piscou, confuso, e logo viu diante de si uma imagem composta por vários retângulos conectados, formando um diagrama que lembrava a espinha de um peixe.
Antes de dormir, Feng Xue ainda jogava seu roguelike favorito, e reconheceu imediatamente aquela estrutura: tirando a paleta de cores, era idêntica ao roguelike do Carro Redondo da noite anterior.
Mas havia detalhes que não batiam.
Com o olhar mais atento, Feng Xue logo percebeu as diferenças, pois enxergou, no topo da imagem, três valores numéricos.
O do centro mostrava um número 100, mas, diferentemente dos valores familiares a Feng Xue, como vitalidade ou resistência, logo abaixo do 100 estavam três letras estilizadas de forma extravagante:
SAN.
“Droga, valor de sanidade?! Isso não devia aparecer aqui!”
Ao ver essas letras, Feng Xue despertou de repente, tomado por uma forte sensação de estranheza. Desviou o olhar para os lados do valor de sanidade, onde havia outros dois números, ambos zerados, porém com ícones distintos.
À esquerda, um ícone de livro; à direita, um círculo com linhas geométricas. Se não fosse o contorno arredondado, Feng Xue até pensaria que era uma teia de aranha.
Aquele símbolo lhe parecia familiar. Depois de pensar um pouco, vasculhou na memória de escritor fracassado e lembrou-se de u