Naquele ano... Zhang Sheng, denunciado pelo líder da organização, chegou a este mundo... Naquele ano, diante de um início desastroso, com a memória turva e conhecimentos pela metade, não hesitou em de
“Será que estamos destinados a viver assim pelo resto da vida?”
“Será que nosso destino é simplesmente esse?”
“Zhang Sheng, fala sério, esse mundo ainda permite que a gente viva?”
“Será que a gente nasceu para ser pisoteado, sempre na base? Eu juro, não aguento mais esse trabalho miserável de técnico de lan house!”
“…”
Madrugada.
As luzes da cidade já rareavam.
Quando o burburinho se dissipou, a pequena barraca de churrasco do Afu ficou ainda mais caótica e desolada.
O Gordo Wang, que largou a escola no ensino fundamental para virar técnico de lan house, cuspiu no chão. Embriagado, terminou sua última espeto, murmurou alguns xingamentos e, de olhos turvos, ergueu o olhar para o céu, suspirando como um cão velho que, mesmo chutado, mal consegue latir — apenas deixa escapar um gemido triste.
Por um tempo, observou o jovem de óculos do outro lado, que demorava a responder. Então, intrigado, virou-se para ele:
“O que houve? Fala alguma coisa, te roubaram a voz?”
O rapaz continuava alheio, com o espeto no ar, a mão suspensa, imóvel. O olhar outrora simples começava a se turvar, depois ganhava uma claridade estranha. Seu corpo estremeceu de leve, o suficiente para deixar o Gordo Wang em alerta.
O vento noturno soprou.
Um saco plástico voou, cintilando sob o luar.
Finalmente, o rapaz de óculos baixou o espetinho, ajeitou os óculos e, com o olhar agora límpido, pareceu ausente por um instante. O Gordo Wang percebeu, de repente, uma seriedade incomum no amigo: uma aura ameaçadora, como se escondes