Bai Berlim, outrora o invencível general da grandiosa Dinastia Jiang, encontrou a morte defendendo a pátria nas fronteiras do império. Sua esposa, movida pelo amor e pelo desespero, não hesitou em rec
Na próspera capital do Império de Dajiang, o manto da noite descia como um pesado tecido de cetim, envolvendo suavemente a terra.
A Mansão Bai mergulhava em uma quietude serena; o alvoroço do dia já se escondera havia muito, e apenas o eventual canto dos insetos no jardim ecoava suavemente pelo silêncio noturno.
Dentre a penumbra do interior, emergiu uma jovem dama: era Lin Shihua, a jovem senhora da família Bai.
Tinha cerca de vinte e seis ou vinte e sete anos, de feições delicadas e elegantes, e seus gestos exalavam uma compostura serena e amável.
Vestia uma túnica de seda azul-clara que envolvia o corpo com delicadeza; sobre a roupa, lírios do vale brancos, costurados com esmero, irradiavam à luz do luar um brilho tênue e suave.
O lírio do vale era sua flor predileta, símbolo de pureza e esperança.
Lin Shihua ergueu os olhos e avistou seu esposo, Bai Bolin, sentado no jardim.
“Bolin, por que veio até aqui? Está frio lá fora.”
Sua voz era como a brisa suave da primavera, acariciando de leve os ouvidos de Bai Bolin.
Ao ouvir, ele voltou-se, fitando a esposa com um olhar repleto de ternura: “Não consegui dormir, vim sentar um pouco.”
Levantou-se, querendo ir ao encontro de Lin Shihua, mas ao vê-la grávida, com movimentos um tanto lentos, apressou-se em dizer: “Você, sim, deve se cuidar. Está esperando nosso filho, não pode pegar vento. Volte logo para o quarto e descanse.”
Enquanto falava, já se dispunha a ampará-la de volta para dentro.
Mas Lin Shihua, com um gesto manhoso, segurou o rosto de Bai Bolin entre as