Depois de dedicar toda a vida à indústria manufatureira, Bai Hao renasceu em mil novecentos e oitenta e três. Começou do zero, guiando uma pequena fábrica rumo ao sucesso! Cinco eixos, escudos de túne
Ressaca!
Às vezes, o que embriaga não é necessariamente o álcool; pode ser uma pessoa, ou talvez um acontecimento. De qualquer forma, quanto mais se bebe sozinho, mais forte é a embriaguez.
Bai Hao se sentou segurando a cabeça, que doía como se estivesse prestes a explodir. "Xiao Mu, chá. Prepare o avião, e mais..." Assim que começou a falar, parou surpreso. O que via à sua frente não era seu luxuoso escritório, tampouco a sala de estar de mais de oitenta metros quadrados, mas sim um quarto tão simples que metade do reboco das paredes já havia caído, coberto com folhas de jornal, e um espelho quebrado pela metade.
O que era aquilo?
Apertando a cabeça, Bai Hao sentiu uma onda de memórias emergir do fundo de sua mente. Sabia que estava na casa de Lu Qiao, seu grande amigo da juventude.
Mas esse lugar não havia sido demolido há tempos? Afinal, era a antiga casa de Lu Qiao, de muitos e muitos anos atrás. Lembrava-se de que, entre os amigos, essa casa era chamada de "A Casa das Nove Pernas" porque todos os móveis — mesa, armário e cama — eram velhos, achados na rua, cada um faltando uma perna, sustentados por tijolos para que ainda pudessem ser usados.
Mas Bai Hao lembrava claramente que, naquela época, ter um cantinho só seu já era motivo de inveja para muitos.
Pelo menos, ele invejava. Afinal, vivia com o pai adotivo e mais quatro irmãos, seis pessoas espremidas numa pequena casa térrea.
Olhou ao redor.
Sobre a mesa havia meio bolo de açúcar, o equivalente ao típico bolo de lua daquela época.
No