Após um longo sono, despertei na era das terras arrasadas. Para minha surpresa, percebi que, a fim de escapar do domínio diurno dos Lumínicos, os novos humanos só ousavam sair à noite, vivendo às somb
Akin ofegava, sentindo como se lâminas geladas cortassem sua garganta e peito por dentro.
Seu corpo clamava para correr, mas a longa fuga já havia esgotado suas forças, e a perna direita ensanguentada tremia de frio.
Naquele instante, o sol surgia no horizonte.
A escuridão se dissipava.
À luz da alvorada, o rosto pálido do jovem era pura expressão de terror.
O dia havia chegado.
Era dia...
As criaturas iriam acordar.
Adiante, o mar morto, que antes era uma névoa negra, começava a se tingir de um branco aquecido.
Ali era a praia a leste do oásis, distante demais da zona segura; mesmo na melhor das condições, ele não conseguiria atravessar com vida o território de caça dos monstros.
Um desespero profundo inundou o coração de Akin.
Sentiu um frio subindo pelas costas, e os pelos dos braços eriçados sem perceber.
Algo nas sombras o observava.
Procurando desesperadamente um abrigo, avistou atrás de algumas pedras grandes, ao leste, uma fogueira.
Seria um acampamento de caçadores?
O instinto de sobrevivência o fez correr naquela direção.
Ao se aproximar da fogueira, percebeu que havia ali apenas uma pessoa.
Era um homem envolto num grande manto negro, aparentando ter pouco mais de vinte anos – sobreviver até essa idade ali era coisa de poucos.
Ao lado do homem de negro, repousava uma grande mochila e um estranho aparato.
O objeto era todo amarelo e manchado, com duas rodas, chifres semelhantes aos de um carneiro, e o restante da estrutura muito delgado.
O homem tinha o rosto lis